terça-feira, 17 de abril de 2012
Que saudade!
Lembro-me de quando ainda éramos pequenos, naquela época éramos sem muito
conhecimento, cheios de vida. Acreditávamos em tudo, coelhinho da páscoa, contos de fada e até na própria fada do dente. Lembra-se das vezes que colocávamos um dente caído por baixo do travesseiro a espera de uma moeda?
Éramos pequenos, pequenos ingênuos. Caíamos, chorávamos, fazíamos
birra, ficávamos chateados, enfim éramos imprevisíveis. Divertíamos-nos
com coisas simples como subir em árvores, pique-cola na rua, ou até
mesmo brincávamos de faz-de-conta. Tínhamos tantos medos, desejos e ao
mesmo tempo, não ligávamos pra nada. Nosso maior sonho era crescer.
Crescer e ser independente. Pensávamos que crescer era uma das Sete maravilhas do mundo, e que adolescentes teríamos poder e com poder teríamos o mundo. Lembra-se do primeiro ano na escola? O quanto achávamos complicado contornar as palavras? Agora o de mais fácil que temos são as equações de segundo grau, que na verdade de fáceis não tem nada. Sem falar nos problemas que temos que enfrentar família, amores… Antes não. Antes ríamos de qualquer coisa, por mais insignificantes que eram, estávamos lá, rindo como dois idiotas.
Éramos “arteiros”. Adorávamos fazer coisas erradas, e depois encontrar
alguém para nos defender, alegando que ainda éramos pequenos e não
sabíamos o que fazíamos. Na verdade sabíamos, mas gostávamos da sensação
de ter alguém nos defendendo. Nossa vida era tão monótona mais tão
divertida, tão bem vivida. Passávamos o dia correndo, brincando e
no fim do dia estávamos exaustos, com alguns joelhos ralados ás vezes,
mas nada muito grave. Não fazíamos nada e ao mesmo tempo
fazíamos tudo. Todas as noites antes de dormir, perguntávamos aos nossos
pais se estava perto do natal, páscoa ou qualquer outra data em que
ganharíamos presentes. No aniversário era o máximo. Ser o centro das
atenções, ganhar vários presentes, enfim era tudo o que desejávamos.
Acaba a festa e já queríamos saber se estava longe o próximo… Adorávamos
quando fazíamos nossos gostos. Isso hoje em dia não mudou tanto, mas
antes era fácil de conseguir. Nada que uma carinha de choro fingido não resolvesse. Tínhamos boas histórias para contar, apesar de não sabermos nenhuma, sempre pegávamos algum livro e fingíamos saber ler.
Era legal, sempre saía uma história nova, completamente diferente da
original, inventada. É, tudo de antigamente hoje se encontra enterrado, e
o que mais dói é saber que queríamos tanto crescer e ser independente, e
que agora o que mais queremos, é carinho, mas não qualquer carinho. O
carinho que antes achávamos tão desnecessário. Ei mãe! Ei pai! Um beijo de boa noite não seria má ideia.
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