domingo, 15 de abril de 2012

As estações das nossas vidas .

Não consigo me lembrar de como tudo era antes de todos os meus erros. Em fração de segundo aparecem em minha mente fracas memórias, que em um piscar de olhos, se vão novamente. Tento me segurar ao te ver,  sei que nada vai ser a mesma coisa, mas, isso já não faz diferença. Eu não quero acreditar quando você diz que tudo irá ficar bem, e eu tento acreditar em você, mas não posso. Ambos sabemos que as coisas não irão melhorar, elas chegaram a um ponto que qualquer tentativa de aproximamento resultaria em uma briga, porque não tenta me dar um tempo? Deixe-me sozinho por um momento. Você percebe que como as estações mudaram? Já é quase inverno, estou debaixo dessa nuvem enorme, encharcado até os ossos. Estou buscando meu guarda-chuva, mas, não tenho a menor ideia de por onde devo começar. Você sempre esteve do meu lado, dói muito lembrar do verão, quando apenas um “oi” seu me confortava. Apenas um eu te amo já era o suficiente. Agora ele perdeu o sentimento, e ganhou vitalidade quando você o diz pra outra pessoa. Eu queria poder correr para os seus braços e derramar milhares de lágrimas que molhariam todo seu longo casaco azul, e nos lembraríamos da fina chuva da primavera, mas, eu sei que é tarde de mais e agora não há mais nada que eu possa fazer. Eu diria que ainda te amo se achasse que você ficaria, mas, eu sei que é inútil pois você já se foi. Agora eu sei por que as folhas mudam no outono. Creio que por mais fraca que nossa árvore esteja agora, o destino fará seus acertos e apagará com cuidado as faíscas que surgiram em nossas folhas devido ao forte sol do verão. A primavera cuidará de florir as árvores a volta da nossa. O outono tratará de derrubar todas as flores que ousaram invadir nossa fria árvore, e, quando o inverno se aproximar o frio vento que inutilmente tentará reacender as chamas em nossa árvore não me fará permitir recaídas. Sabemos que elas só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de reanimá-las.

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