Saudade é uma coisa estranha e ao mesmo tempo (tragicamente) engraçada.
No começo parece que ela vai te sufocar, te consumir por inteiro e
depois te matar. Ela faz o seu coração doer e arder e você sente
vontade de arrancá-lo do seu peito. Ela te faz perder a razão e é
responsável pela maioria dos atos que fazem você se arrepender depois.
Eu mesmo posso dizer que a saudade me fez perder a noção de tudo. Do que
era certo e errado. Me fez rastejar e implorar por migalhas da atenção
de uma pessoa só merecia o meu desprezo. Me fez ir ao fundo do poço e
então perceber que não é o amor que dói e sim a falta. Foi essa
mesma saudade que me matou por dentro e fez nascer outro em meu lugar.
Ela me transformou. Me fez crescer. E no fim o meu coração parou de
arder. A dor deu lugar a frieza. E foi assim que eu virei aquilo que sou
hoje. E eu sou grato por isso. Percebi que não há saudade que possa ser
maior que o nosso amor-próprio. E que antes de de amar alguém você deve
amar a si mesmo e se colocar em primeiro lugar. Porque, por maior que
possa ser a sua saudade, a pessoa que a causou não irá dar a mínima para
o seu sofrimento. Vai por mim, eu sei do que estou falando.
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