domingo, 29 de julho de 2012

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Quando alguém sai da minha vida demoro a jogar fora objetos, cartas, roupas e outros vestígios que tenha deixado. Não toco em nada, mas também não me desfaço. Então, normalmente, num dia não mais que comum eu levanto, procuro a dor, não a acho como antes e sei que é a hora: limpo gavetas, guarda-roupa, estandes, bolsos e carteira. Um dia, eu liberto e deixo ir, completamente.

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