“Mas eu não quero que todos me conheçam. Não quero que todos ouçam meu grito, nem o meu silêncio. Minha dor é uma coisa particular, sabe??? Meu choro é meu, meu e só meu. Não quero que ninguém me impeça de chorar. A minha dor é minha e só. As músicas que ouço são gravadas em discos arranhados e fitas sujas, mas são minhas e eu não espero que alguém goste. Meus remédios não tem receita e médico algum recomenda, mas eu também não espero que alguém os tome. O que guardo em meu mundo, não quero que alguém mexa. Não quero ouvir reclamações sobre minha única lente colada na armação. Meus tênis estão todos sujos e eu não tenho vontade de lavá-los. Não venha reclamar das minhas coisas, se elas são minhas. Meus olhos parecem manchados, meu rosto está sempre com alguns machucados, minhas roupas são sem forma. E eu não me importo. Eu não me importo.”
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
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